terça-feira, 13 de maio de 2014

Sou eu.

Não temas, sou apenas eu.
Sou aquilo que te persegue, aquilo que quase te matou.
Sou a dor das tuas magoas, e o frio que congelou tuas lágrimas.
Sou a voz cruel na tua mente.
Sou seu fracasso, sua vergonha.
Sou a lamina que cortou tua carne.
Sou o seu sangue que escorreu.
Sou a beira do teu abismo.
Sou o mal que te engoliu.
Sou o ladrão da tua alma.
Sou o teu cansaço da vida.
Sou teu quase suicídio.
Sou teu ódio, tua ira.
Sou seus medos mais profundos.
Sou teu grito abafado.
Sou a escuridão no fundo do poço.
Sou a voz que te persuadiu.
Sou a mão que te sufoca.
Sou a doença que te mata.
Sou a bebida que queima.
Sou a corda no teu pescoço.
Sou a loucura encoberta.
Sou a mascara discreta.
Não temas, sou apenas eu, tua "doce" perdição.

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